segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Acidez do Dia - "A voz do Brasil"... estamos mal, hein?


A expressão “reality show”, pra mim, é sinônimo de coisa ruim, enlatada, fabricada! Qualquer um deles – e hoje em dia há uma profusão deles, sobre qualquer assunto – me enoja e me faz cada vez mais não ligar a tevê para assistir a esse tipo de porcaria. Menção honrosa: minha namorada disse ontem que existe um “reality show” sobre a vida de casado de um dos integrantes do Jonas Brothers! Eu aguento? Impressionante!
Mas não é sobre esse “reality” que eu quero falar. Quero falar sobre o famigerado “The Voice”! Primeiro e antes de tudo: o programa já começou errado pelo nome! “The Voice” é como um sujeito quase desconhecido de nome Francis Albert Sinatra era chamado! Se eu fosse da família Sinatra, ou da máfia (ou dos dois, o que era quase a mesma coisa), matava o produtor que deu esse nome ao programa! Com requintes de crueldade!

Você consegue imaginar ele sendo "treinado" por Cláudia Leitte? Ufa... ainda bem!
Vamos ao que interessa: ontem, fui cortar o cabelo. Na tevê da barbearia, estava passando o “The Voice Brasil”. Uma cantora se apresentou; mais outra; mais um; mais outro... e a pasteurização era a mesma! Impressionante a mesmice, a cafonice e, principalmente, o festival de histrionismos e maneirismos nas interpretações sempre insossas e carentes de emoção dos candidatos. Quase me levantei e fui embora no meio do corte para não ter que assistir àquilo. E o pior não foi isso: o pior foi ouvir o barbeiro e a atendente conversando entre si, dizendo como “todos ali cantavam bem”! Eu me pergunto: quem são as referências de cantores que eles têm? Belo? Bruno e Marrone? Cláudia Leitte (com dois “t”)? Daniel (não eu... antes fosse! O sertanejo!)? Isso explica tudo, não é mesmo?
Acho que o concurso em questão não deveria escolher o melhor cantor, mas sim o "melhor gritador", ou o "mais afetado emissor de sons que se parecem com canto"! Cantar bem não é gritar! Eu sempre achei que é o cantor que deve se encaixar na música, e não o contrário. Pois o que eu vi ontem foi um festival de arranjos malfeitos e mal executados a serviço dos gritos e chiliques de todos que interpretaram uma música no programa! Não vou nem falar aqui da Ellen Oléria, a representante de Brasília e queridinha de todos, porque iria precisar de um pergaminho só para sua antipatia e sua empáfia! Conheço-a de outros carnavais! Isso ficará para outra oportunidade!

Se juntar os oito aqui e misturar em um liquidificador, vão ter de jogar fora o copo,
tamanha vai ser a porcaria!
Eu sou de um tempo (e olha que não sou um ancião, nem tão novo assim...) em que cantar bem significava emocionar de uma forma autêntica, sem invenção, sem palhaçada tecnológica e cenográfica. Já postei aqui um vídeo da Elis Regina (veja, por favor)! Elis usava tudo a seu favor: era teatral, era autêntica, era emotiva ao extremo... era cantora! A maior de todas! Eu imagino a Elis, hoje, ainda viva, sendo jurada do “The Voice Brasil”...

Pensando bem... ficar ao lado de Carlinhos Brown, Daniel, Lulu Santos e Cláudia Leitte e ouvir aquele bando de pseudo-cantores ia ser demais pra ela! A morte é melhor do que isso! 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Acidez do Dia - A morte e a morte de Oscar Niemeyer!


Antes de morrer, Oscar Niemeyer estava trabalhando em projetos novos, como informou o médico que o tratava (link aqui). Eu me pergunto: projetando o quê? Um novo gabinete para Deus, sem janelas e com incidência total do sol durante o dia inteiro? E sem ar condicionado? Eu me pergunto se o Todo-Poderoso aguentaria estudar um dia inteiro na Biblioteca Nacional de Brasília! E olha que Deus é Deus, hein? Mas Niemeyer está acima disso! Niemeyer projetou Deus!

O maior forno de micro-ondas a céu aberto do mundo!  Logo ali, pertinho de você! 
Muito choro, muitas homenagens, muita falação, muita comoção! Tudo blá-blá-blá, mais do mesmo! Quem vive em Brasília e frequenta suas “obras” sabe do que estou falando! É o conceito do “inutilmente belo”, ou do “belíssimo inútil”, como queiram. Obras de concreto puro, que representam a dureza de um pensamento filosófico antagônico e ultrapassado, tanto na arquitetura quanto na política. Suas obras representam o que há de pior no socialismo, no comunismo, e se contradizem enormemente, do tamanho do pé-direito do Museu da República! Não se tem convívio social em suas obras! Um arquiteto pseudo-comunista que projeta prédios impeditivos e repelentes ao tráfego de pessoas!

Se eu for destilar meu veneno aqui perante as suas obras, corro o risco de ser fuzilado pelos meus amigos arquitetos! Vou parar por aqui! Vou agora, amigos, em um rompante de humildade, prestar uma homenagem àquilo que considero a obra-prima de Niemeyer, inigualável, inalcançável: ele redefiniu o conceito da palavra “impossível”. Se o Niemeyer morreu, qualquer coisa é possível a partir de agora! O impossível não existe mais!

A paz entre judeus e muçulmanos vai ser assinada na Catedral de Brasília, em homenagem a Niemeyer! Lula vai confessar que sabia de tudo sobre o mensalão e que mentiu durante oito anos! E fará tudo isso no velório do arquiteto amanhã, acompanhado de Rosemary (D. Mariza estará em casa, assinando os papéis do divórcio)! Enfim... pense em qualquer coisa antes tida como “impossível”! Essa coisa acontecerá! E em breve – até porque o mundo vai acabar nas próximas semanas! Sim, isso também é possível a partir de agora! Sabe o calendário Maia, aquele que diz que o mundo vai acabar daqui a pouco? Pois então! A divulgação desse calendário, um evento histórico, aconteceu em um local projetado por Niemeyer no coração da América Central!

Você não o vê na foto, mas Niemeyer está por trás disso!
A Casa Branca foi seu projeto de conclusão de curso!
Tudo é possível a partir de agora! O Brasil ganhar a Copa de 2014! O PT nunca mais ganhar nada, qualquer coisa! Até mesmo Niemeyer voltar das profundezas ou dos céus, pois tenho certeza de que tanto Deus quanto o Canhoto não aguentarão ficar um dia que seja morando em um prédio projetado por ele! 

Se bem que, depois de hoje, qualquer coisa é possível! Até isso! 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Acidez do Dia - Todo carnaval tem seu fim, menos para os Los Hermanos!


Bem, meus amigos, chegou a hora pela qual todos esperavam: a minha crucificação! Hoje é dia de falar mal de um patrimônio cultural da pseudo-intelectualidade brasileira, a banda pela qual as amebas universitárias que poluem os corredores de nossas faculdades choram copiosamente a cada final – cuidadosamente planejado, por sinal: Los Hermanos! Credo! Minha pele começa a se coçar toda só de escrever este nome! Que nojo!

Vamos começar pelo fim! Literalmente! Ninguém pediu, de verdade, para vocês voltarem! E o que é pior: vocês voltaram porque terminaram! Não basta ser ruim uma vez! É preciso voltar e comprovar a ruindade! Mostrar para todos que letras como “Pierrot”, “Todo carnaval tem seu fim” e “Anna Julia” são primores de vazio poético! Mostrar que os músicos são péssimos, sem qualquer carisma, e se acham os novos paladinos da música brasileira! Na verdade, ninguém pediu para vocês nascerem! Que dirá voltarem! A banda é horrível!

Mas não basta só ser horrível: é preciso ter uma aura de intelectualidade, de intangibilidade; é preciso alçar a banda à condição de “semideuses do Olimpo musical brasileiro”. O séquito de fãs dessa banda é composto de eternas viúvas de Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e comparsas! É quase uma verdade absoluta: não se pode falar mal dos Los Hermanos! É crime inafiançável! E o pedido de prisão é redigido por Joaquim Barbosa, se bobear!

Qualquer coisa que se diga contra a banda é motivo de fuzilamento! Quando a banda acabou pela primeira vez, a UnB suspendeu as aulas por falta de quórum! NÃO HAVIA ALUNOS PARA ASSISTIREM ÀS AULAS! Todos estavam aos prantos! Várias tentativas de suicídio coletivo foram registradas (nenhuma teve sucesso, infelizmente!).

Corredor da UnB no dia do anúncio do fim da banda! 
Eu tive o desprazer de assistir a um show dessa banda em 2004! Os músicos da banda, todos eles, são horríveis! Péssimos! Tocam mal e cantam pior ainda! Mas a pior coisa de tudo foi o público: eles cantam TODAS, eu disse TODAS AS MÚSICAS em voz alta, como se estivessem em um culto religioso! Ou um culto satânico, porque aquilo, para mim, foi a visão do inferno! Eu tenho para mim que o Canhoto lança sobre nós maldades, pragas, que não percebemos de primeira! Los Hermanos é uma delas! É uma obra do Diabo essa banda (junto com a azeitona e a mousse de maracujá)! 

Mas não basta ser só ruim: é preciso influenciar porcarias ainda piores, como Teatro Mágico, Móveis Coloniais de Acajú e outros tantos cabides de emprego travestidos de bandas! É preciso, também, aliciar uma menor e convencê-la de que você é gênio, só pra comer a menina, né Marcelo? Tadinha da Mallu Magalhães! Ela já era ruim! Depois que deu para você, ficou pior! Só falta nascer dessa união um "bebê de Rosemary" da MPB! Credo cruz! Pé-de-pato-mangalô-três-vezes! Ui!

Por favor, alguém faça uma vasectomia nesse cidadão! Urgente!
Antes que seja tarde demais!  
Eu não tenho mais nada a falar sobre essa porcaria! Se você gosta dessa banda, o Juízo Final vai tomar conta disso por mim! Vai estar lá marcado no seu currículo: fã de Los Hermanos! Como diz o “poeta”: "Deixa eu brincar de ser feliz/Deixa eu pintar o meu nariz”! Deixo, claro! Mas Deus tá vendo! Ele não vai ser misericordioso com você, seguidor de Marcelo Camelo e cia.! Pensando bem, um mundo seria um lugar melhor de se viver sem os fãs dos Los Hermanos! Um mundo onde o carnaval tenha um fim, sim! E onde os Los Hermanos não existam mais! 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Acidez do Dia - Vou vender minha Ferrari! Ela é muito para mim!


Eu não sei, mas tenho a impressão de que Nelson Rodrigues é, e sempre será, o nosso maior pensador! Em tempos de “autoafirmação nacional”, Copa do Mundo e Olimpíadas e o escambau, eis que me deparo com a seguinte pérola Rodrigueana:

O brasileiro é um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima.”

Capachão: próximo piloto brasileiro da Ferrari!
Pode parecer que o fato que eu vou mencionar a seguir não possui qualquer relação com isso! Mas acredite, meu amigo, minha amiga, possui e muito! Felipe Massa, da Ferrari, faz o quinto tempo no treino classificatório para o GP dos EUA, realizado no último domingo. Seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, faz um treino ruim e marca o oitavo tempo. Alonso briga pelo título com Vettel, da RBR. Massa, por outro lado, apenas luta para terminar dignamente o campeonato. E o que a Ferrari faz? Ela rompe propositadamente o lacre do câmbio de Massa para que ele seja punido e perca cinco posições no grid! Para quê? Para que Alonso ganhe uma! Uma! UMA! APENAS UMA! E largue em sétimo.

É o tal negócio: o cara é funcionário da equipe e, como tal, tem de cumprir ordens. Da mesma forma que Rubens Barrichello deixou Michael Schumacher ultrapassá-lo na última curva por determinação da Ferrari. Aí eu me pergunto, aí eu te pergunto, amigo leitor: ordens foram feitas para serem cumpridas, certo? E quando elas atingem a sua dignidade enquanto ser humano? A sua hombridade? Para essas perguntas, o psicoterapeuta e médico Humberto Mariotti tem uma ótima resposta:

“A baixa autoestima deprime as pessoas e a depressão estreita obscurece o seu horizonte mental. Tudo isso faz com que elas se encolham num casulo defensivo, o qual, por sua vez, contribui para o estreitamento e obscurecimento de sua visão de mundo.

Eu realmente não consigo entender que um ser humano, na posição em que Massa se encontra, ou na que Barrichello se encontrava, não lute, não questione, não se coloque perante as injustiças. Só que, por outro lado, o comportamento deles é o nosso comportamento, guardadas as devidas proporções e situações. Perante as injustiças que nos são postas, baixamos as nossas cabeças! “Sou funcionário, preciso do trabalho”! “Não posso reclamar... eu preciso do emprego”! E assim caminha a brasilidade vira-lata!

O problema todo é: estamos nós, brasileiros, confundindo cordialidade com subserviência! Nós, hoje, somos uma nação de Capachões, o personagem puxa-saco da TV Colosso! Tudo está bem, nosso chefinho (ou chefinha) é magnânimo (ou magnânima)! E o resto? Ah, deixa pra lá! Pra quê reclamar? Mas Ayrton Senna jogou o carro pra cima de Prost! Mas Nelson Piquet tirou o papel higiênico do banheiro de Mansell durante uma sessão de “problemas intestinais” do inglês. Os métodos são errados? Não tenho dúvidas de que são. Tanto quanto não reclamar, não se posicionar! Na essência da coisa, porém, perdeu-se isso nos brasileiros, sejam eles esportistas, políticos de bem, pensadores, formadores de opinião: o inconformismo! Lutar até o fim, com as armas que se tem, em busca do que é certo mesmo, do que é justo! 

Termino esse texto com a sensação de que eu não falei tudo o que queria falar. Acho realmente que está faltando alguma coisa a ser dita. Mas, enfim, vou deixar assim mesmo! Já tá bom demais! Não vou reclamar, não! Dá muito trabalho! É melhor deixar como está!

Parabéns, Massa! Parabéns, Barrichello! Vocês são exemplos para o nosso povo! Só quero que vocês dois saibam de uma coisa, porém: para vocês eu não vendo minha Ferrari!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Acidez do Dia - O maior cabide de emprego da música brasileira!


Eu sempre tive a tendência de não gostar de banda com mais de cinco, seis integrantes, no máximo. Vá lá: fazer um show, uma apresentação, um especial... mas ter esse tanto de gente no grupo só traz problemas! Muitos egos, muitas vontades e pouca atenção ao que realmente importa: a qualidade da música.
Móveis Coloniais de Acaju, este é o nome do maior cabide de empregos do Brasil musical. Essa banda só serve para mover a economia, porque a quantidade de empregos que ela mobiliza é fenomenal. A banda é tão grande que, para o próximo ano, o Cespe vai abrir um concurso para a vaga de baixista e de saxofonista. E não precisa ter curso superior, hein? Concurseiros de plantão, uni-vos! Eu estou fora!

Pessoal do Móveis indo ensaiar! Só o naipe de metal, na verdade!

Já ouviu falar de Teatro Mágico? Se não, leia aqui o que eu escrevi sobre essa palhaçada (com o perdão do trocadilho). Se já, você sabe do que estou falando então. Mas vamos ao processo histórico, que é importante nesse momento: É TUDO CULPA DOS LOS HERMANOS!!! Se Marcelo Camelo e Cia. tiveram alguma importância na música brasileira, essa importância foi “desamparar” suas viúvas ao final da banda. E o que as viúvas fizeram, hein, hein? Isso mesmo, montaram outras bandas que não têm nada a ver com Los Hermanos, mas que são iguais aos Los Hermanos. Paradoxal, não é? Não na música! Um dia, eu ainda vou agradecer a Marcelo Camelo por esse serviço prestado a todos nós! Pessoalmente! Com uma faca! Ou com um disco do Móveis!
Voltemos a eles (Móveis): que bandinha xexelenta! Desconfie, caro amigo: uma banda que tem um naipe de metal usa desse artifício para esconder o quanto é ruim! Saxofonistas, trompetistas e afins nunca serão membros permanentes de uma banda! Ou nunca eram, até então! Naipe de metal em uma banda mascara o quanto o guitarrista é ruim e o vocalista, insosso! Bingo! Este é exatamente o caso do Móveis! A banda é ruim, o guitarrista é péssimo e sem criatividade, o vocalista é um engodo e o naipe de metal está lá, para mascarar essa ruindade generalizada. Ninguém se salva na banda, nem ela inteira!
E as letras? Bom, neste caso, e somente neste, a influência de Marcelo Camelo não aparece, mas sim a de Dinho e seus finados amigos do Mamonas Assassinas. Duvida? Leia isso:

Você tem alergia, micose, passa mal
Toma sempre um Melhoral
A crescente agonia do seu ser denuncia
O seu cheque especial
(Perca peso)

Bandas como essa se baseiam numa pseudofama que é alimentada por uma imbecilidade generalizada que toma conta das classes média e média-alta brasileira: qualquer público de 2, 3, 5 mil pessoas alça figuras e bandas como essa a um patamar de “gênios”, “visionários”, “deuses da música indie”. Vamos parar com isso e ter um pouco de massa cinzenta, não é meu povo?
Lanço aqui uma campanha: vamos nos mobilizar e colocar os integrantes da banda em outra área de atuação, que não a música. Vendedores da Atlântida Móveis (sempre perto de você), por exemplo! Ou fiscais de concurso público! 
Qualquer coisa, menos na música! 
Talento para isso é o que mais falta para eles! 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Acidez do Dia - Na horizontal, é tudo a mesma coisa!


De verdade: o país pululando em denúncias de corrupção e a Veja me sai com essa capa?

Sem comentários! 
Eu não vou nem entrar aqui na discussão sobre o preconceito trazido pela reportagem de capa! Sou baixinho, sim, e com muito orgulho! Meço 1,65m, e tenho mais talento do que me limita a minha altura! Sem contar que na horizontal, é tudo a mesma coisa! O máximo que acontece é pé na canela e pronto!

O pior é a Veja, a maior revista do país – e a de maior circulação – trazer uma reportagem “popularesca” como essa, uma pseudo-reportagem científica típica do Fantástico, como diria Carol, em um momento tão crítico na política brasileira. Talvez eu esteja sendo leviano, mas depois que Little Charles Waterfall (aka Carlinhos Cachoeira) foi preso, as denúncias sumiram da capa da revista!

Capa que, por sinal, opõe um elegante e feliz homem alto a outro baixinho com expressão rabugenta e estampa a manchete "Do alto tudo é melhor", que detalha dizendo que "A 'evolução tecnofísica' explica por que as pessoas mais altas são mais saudáveis e tendem a ser mais bem-sucedidas". Ela deixou muita gente estarrecida e, tão logo, caiu nas redes sociais e blogs, gerando, obviamente, inúmeras críticas e intensos debates, que ainda devem se prolongar por alguns dias.

Mas o absurdo maior, para mim, vem no seguinte trecho:

"A altura está associada também à produtividade, ao poder e ao sucesso. Pessoas mais altas são consideradas mais inteligentes e conseguem aumento de salário com maior facilidade do que as mais baixas. Medir 5 centímetros a mais do que os colegas de trabalho garante um salário 1,5% maior, ou 950 dólares suplementares no fim do ano. A altura é um quesito crucial até para a liderança. Entre 1789 e 2008, 58% dos candidatos mais altos à Presidência dos Estados Unidos ganharam as eleições. Barack Obama tem 1,85m. O republicano Mitt Romney, 1,88 metro".

Dane-se o que acontece no Brasil! Dane-se a utilidade pública que uma revista como a Veja pode ter e trazer para a população. E viva o estereótipo! O importante é você ser alto! E esbelto! E ser o Carlinhos Cachoeira, que mede, incrivelmente, 1,68m! Opa, altura não é tudo, não é mesmo?

Como diria Luís Fernando Veríssimo, em uma de suas crônicas, “e a todas essas, o povo pagando impostos”! Parabéns à Veja! Não posso deixar de perder a próxima edição!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Acidez do Dia - Vuvuzela no delas é refresco!


Você achava chata a vuvuzela, não é? Então tá... pergunte a qualquer mulher o que é mais insuportável: uma vuvuzela ou uma buzinada?

Eis que você, mulher bonita, interessante, com corpo bonito, está andando pela rua a caminho do seu trabalho, do seu passeio vespertino, ou mesmo indo buscar seu filho ou sua filha no colégio, quando não mais que de repente ouve uma buzinada, geralmente duas curtas, tipo Papa-Léguas (beep-beep!!!)...

Corta a cena para o carro do peão, do imbecil...

Eis que você, playboy, peão, homem grosso, sem educação, está no seu carro, geralmente ouvindo funk ou sertanejo ou pagode ou qualquer música ruim no maior volume, e avista uma mulher bonita, interessante, com corpo bonito (“nossa, que gostosa”, você pensa!), e tasca uma buzinada, geralmente duas curtas, tipo Papa-Léguas (beep-beep!!!)...

Como se diz no Ceará, "Ô gesto do meu abuso"!

Corta a cena para mim...

Eu realmente não consigo entender o que se passa na mente de um ser humano do sexo masculino (porque esse tipo de gente não é homem para mim!) nesses instantes! O que leva uma pessoa a BUZINAR para uma mulher na rua? Ele realmente acha que ela vai se interessar por ele por causa de uma buzinada?

“Ai, amigããã, um cara numa Mercedez buzinou para mim... fiquei toda molhadinha!!!”

Não quero entrar na discussão de que se há ou não mulheres que realmente acham isso bom (porque eu sei que elas existem). O ponto aqui é o nosso comportamento (o meu, não... o deles... eu não faço isso), o comportamento desse tipo de “homem”.

Todo homem olha para mulheres na rua! Bem como toda mulher olha para homens! Eu já olhei, meu pai já olhou, Stevie Wonder já olhou (ops, foi mal...), minha mãe já olhou, minha avó já olhou, a Kátia, a cantora, já olhou (ops... mal de novo). “Olhar não arranca pedaço”, diria o ditado. O problema aqui é outro; aliás, são dois: primeiro, o olhar ficou muito indiscreto, quase que desnudando a outra pessoa; depois, não basta só olhar. É preciso buzinar!
"Nossa, que gostosa!"
Taí uma coisa que você nunca vai ver ele fazendo!
Nem ele!
Porque ele tem classe!
Na última sexta-feira, estava indo almoçar perto do meu trabalho e atravessei a W3 Norte bem em frente ao Brasília Shopping. Lá, estava uma adolescente, que não deveria ter mais de 18 anos, panfletando no sinal e vestida com uma calça de lycra preta (roupa típica dessas situações!). Passou um carro; buzinou. Passou outro carro; buzinou de novo. Passou o terceiro; mesma coisa! A menina se irritou e mandou o dedo! Certíssima! Se eu fosse mulher, só panfletaria armada! Cada buzinada seria um tiro no pneu (ou na buzina) do carro! Só para começar!

Homens (ops... foi mal de novo), vocês que buzinam: não adianta! Você não vai “pegar mulher” buzinando para elas! Você não vai “pegar mulher” soltando aquelas famosas “cantadas de pedreiro” para elas (minha prima Mariana tem uma história ótima!). Buzinando para elas, você apenas contribui para o crescente asco, para o nojo que boa parte das mulheres sente pelos homens em geral hoje em dia! Além de contribuir para o aumento da poluição sonora!

Faça um favor a você mesmo, às mulheres e à humanidade: desapareça! Ou venda seu carro! Na verdade, eu ia pedir para você deixar de ser playboy, de ser peão, mas é mais fácil eu gostar de Teatro Mágico (ops... foi mal, mas aí é demais!).

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Antiácido da Semana - Ferris Bueller's Day Off (Curtindo a vida adoidado)



O filme campeão de exibições na Sessão da Tarde é a minha dica de Antiácido da Semana! 
Nada a declarar! Você já assistiu a esse filme pelo menos duas vezes só neste ano!


O que??? Não assistiu??? Nunca???

Parei com você, amigo! Você precisa de tratamento!

Veja, pelo menos, essa cena antológica e espere semana que vem, pois ele vai passar DE NOVO na Sessão da Tarde! Aproveite, porque é a última vez este mês!


http://www.youtube.com/watch?v=up329jBbywM&feature=fvwrel

Bom fim de semana para todos! E salvem Ferris!
















O que? Você ainda está aqui? O texto já acabou! Vá embora!
Tchau!

Acidez do Dia - Ex-artistas em atividade (parte 1)


Amigos e amigas, parentes e aderentes, uma verdade: a idade chega para todos! Pior: a “idade cultural”, aquela que determina se você ainda faz sucesso ou não, se você é relevante ou não no cenário cultural, chega mais rápido ainda! Alguns artistas, porém, encapsularam-se em uma redoma e custam a enxergar que “já deu, amigo”! Ao contrário de Sílvio Caldas, que parou e voltou um milhão de vezes, esses cantores não perceberam que o seu tempo já se foi! Eles foram importantíssimos em suas épocas, disso não tenho dúvidas, tampouco questiono! São gênios, únicos em sua classe (alguns não... são chatos mesmo, né Oswaldo?), mas, hoje... é... como dizer sem ser agressivo?... já deu, amigo!
Vamos a eles!

Chico Buarque – Sim, eu adoro Chico Buarque! Do “Francisco” pra trás! O gênio “intocável” da MPB insiste em lançar material novo após material novo. Chico, hoje em dia, é melhor escritor do que compositor (e olha que seus livros são fraquinhos, fraquinhos)! Chico, faça um favor à sua genialidade, à sua representatividade na MPB: pare de compor e faça shows quando quiser, só com músicas antigas. O grande público só quer isso! Meia dúzia de gatos pingados que se acham os “intelectuais” da música gostam dos seus discos recentes (porcarias sem tamanho, diga-se de passagem)! Por favor, pare, a tempo de a gente "poder se desvencilhar da gente"! 

Vida, sua vida... olha o que é que você fez com esse moço!
Caetano Veloso – Ai, ai, ai! Show com uma bandinha de neófitos cheios de espinha na cara (e péssimos músicos); show com Maria Gadú (misericórdia! Lésbica por lésbica, melhor tocar com Ana Carolina ou Zélia Duncan, que têm um pouco mais de talento e não cantam atrocidades como “Shimbalaiê”, uma das coisas mais detestáveis de toda a história da música brasileira); show com não sei quem mais...; disco ruim atrás de disco ruim! Caetano, vá cuidar de sua mãe “highlander” e poupe-nos de porcarias como “Zii e Zie”! Por favor!

"Só pode haver um, meu filho! Deixe Bethânia encher o saco deles com verba pública!"
Djavan – Seus discos novos são “mais do mesmo”: novas músicas para velhas músicas! Mas, ainda assim, o alagoano, dono de uma voz linda em disco e péssima ao vivo, só cometeu um pecado em vida: não ter encerrado a carreira antes de coisas como Jorge Vercilo, O Teatro Mágico e afins aparecerem! Vai ficar sempre com o estigma da influência exercida sobre essas porcarias!

Tá vendo o que você fez, Djavan?  Muito obrigado, viu?
Oswaldo Montenegro – Ah, esse é meu predileto! Ele é ex-artista desde que começou a cantar! Que poesia chata, que músicas insuportáveis! O pior é ver gente de 50, 60 anos, cantando essas porcarias (executadas por cantores de boteco também com mais de 50) como se tivessem 15, 18 anos!!! Minha nossa senhora! Como ele mesmo diz em uma de suas músicas, “O chato”, só te tacando no mar, Oswaldo! Vou fazer de tudo para que minha filha não passe nem perto de suas canções! Até lá, você já estará enchendo o saco de Deus, com aquela flautinha insuportável tocada pela Madalena! Credo! Coitado de Deus!

Sem comentários! Minha úlcera não aguenta mais! Pronto, falei!
Nando Reis – De todos, o que menos deveria estar aposentado (por enquanto, ressalto)! Nando escreve bem, tem músicas muito bonitas... mas teve uma diarreia mental e resolveu gravar uma porcaria chamada “O Bailão do Ruivão”! Até forró da mais baixa qualidade ele gravou (“você não vale nada/mas eu gosto de você”)! Mais uma dessas, Nando, é geladeira na certa! Daquelas frost-free, que não precisam descongelar nunca, só para não correr o risco de você renascer!

"Ui, como eu sou pop gravando Aviões do Forró!" Misericórdia dele, ó Pai, no dia do Juízo Final, ok?
Semana que vem, tem mais! Tomara que, até lá, pelo menos um daqui mencionado tenha decidido colocar a viola no saco e parar de encher nosso... é... saco também! 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Acidez do Dia - A apresentadora do Apocalipse!


De verdade: a essa hora, em todo e qualquer domingo, eu estou fazendo coisa MUITO MELHOR! 

Eis que você liga sua televisão na Globo, domingo, 12h30 (se você liga a televisão na sua casa domingo a essa hora, certamente sua vida já é uma merda e você não vai se incomodar com o que eu vou dizer... uma merda a mais ou a menos não vai fazer diferença), e se depara com o programa da Regina Casé, o famigerado “Esquenta”!
Sério, sério mesmo, gente: esse programa é uma das PIORES coisas que a televisão já produziu nos últimos cem anos! E, para completar, é apresentado por uma das pessoas mais soberbas, mais arrogantes e mais prepotentes da televisão brasileira: Regina Casé! A mulher que entende do povo! Ai minha úlcera! Satanás já tem o seu mestre-de-cerimônias para o Apocalipse! Pior do que o "Esquenta", só o Inferno! Sério mesmo: o Restart já esteve lá... e cantou pagode! Começo a me perguntar se o Inferno é mesmo pior do que o "Esquenta"! Calor por calor... ah, deixa pra lá! 
O pior é que o que ela faz (ou acha que faz), para ela, é genuíno! Vejam o que ela disse aqui em uma entrevista à revista Meio e Mensagem! Senhor, para o mundo que eu quero descer!

É muito dente nessa boca! Cruz credo!
Dar voz à periferia não é colocar uma global pseudo-socialista-do-Projac no meio de uma favela qualquer e fazer a comunidade passar vergonha! Tampouco é fazer o que Luciano Huck faz (mas isso é assunto para outra acidez)! Dar voz à periferia é fazer o que Mano Brown e seus Racionais fazem! Dar voz à periferia é ir lá e mostrar as mazelas, o abandono e o descaso, como várias vezes A Liga fez, com Thaíde e Rafinha Bastos (é... Rafinha Bastos não é só piada sem graça, não)! Pergunto a vocês: sabem quando é que Mano Brown e cia. pisarão no programa de Regina? NUNCA! Isso mesmo: NUNCA! Esses artistas enlatados, que não é o caso dos Racionais, estão pouco se lixando para as mazelas das comunidades: eles só querem vender mais e mais!
Além disso tudo (como se não bastasse), o programa é de uma pobreza artística sem tamanho! Um programa que se diz “brasileiro” só coloca atrações do Rio de Janeiro e do Nordeste! E é um festival de pagode mela-calcinha, forró eletrônico descartável, funk da pior qualidade (e existe funk de boa qualidade?)... enfim, um festival de horror! Pergunto novamente: será que é só isso que a periferia ouve? Será que não há música de qualidade sendo feita por gente da periferia? Ou não é interessante mostrar isso? Ou Regina e a Globo só querem vender o que já é sucesso na periferia?
É triste constatar, a cada dia, que o produto “perfeito” para as classes C e D é o pior possível: Calypso, Exaltasamba, Gaby Amarantos, Esquenta! Mais ainda: isso assola, a cada dia que passa, mais e mais pessoas das classes B e A! Como se os abastados pensassem que é chique, “cult”, ser da periferia! Aliás, diga-se de passagem: em tempos de petismo, é chique falar da e sobre a periferia, não é mesmo?
Duvide-o-dó que a Globo colocaria, no mesmo horário, um programa cultural diferente, que mostrasse as verdadeiras carências da periferia, o que se faz de bom lá e exemplos de sucesso fora do “antigo e caricato binômio ‘futebol-música popular’”, como diria Roberto Pompeu de Toledo. 
No entanto, já que isso não é possível, vá passear, vá ao parque, vá ler um livro, vá fazer faxina na sua casa, vá fazer qualquer coisa! Mas, por favor, não ligue a tevê domingo, às 12h30, na Globo! Não assine seu atestado de imbecilidade! Só se você for muito imbecil mesmo!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Acidez do Dia - "Moça, me dá uma empada?"


Descobri a razão da minha acidez: aquela empada não estava muito boa! Agora sei o motivo!

A mente humana é capaz de qualquer coisa. Se eu duvidava disso, esse caso do canibalismo de Garanhuns (PE) me provou o contrário! Não basta ser canibal: é preciso compartilhar com os outros a sua aberração.
O que acontece realmente com o ser humano? Eu digo dentro da cabeça mesmo? O que leva uma pessoa a matar outra, esquartejar, enterrar os restos no quintal de casa e pegar um pouco da carne para fazer empada? E o pior: depois de descoberto o crime, as pessoas começam a revelar como as empadas eram vendidas (link aqui).


"Não é empada não, moço..."
A loucura não é exclusividade de um pequeno grupo de pessoas. A loucura é pública, diria André Comte-Sponville. Mais ainda: há pessoas que pagam pela loucura dos outros. Com a própria vida!
Se a loucura é pública, as suas causa e consequência devem ser parte, também, de uma política pública de governo, com o intuito principal de assegurar àqueles que não são "loucos" o seu principal direito: o da vida!
A culpa, nesse caso pernambucano, recai tanto nos "loucos" quanto nos poderosos: o idoso responsável pelas mortes já havia sido condenado por assassinato. E estava solto! E louco! E com vontade de diversificar os seus negócios, vendendo salgadinhos de carne humana. Mais bizarro do que isso, impossível!
Não se investe em educação, não se investe em saúde (em todos os seus níveis, não apenas a parte do corpo)! A pobreza AINDA assola grande parte do país, ao contrário do que a turma petista alardeia. E aí vem a coincidência: o crime aconteceu na cidade do ex-presidente Lula! Nada mais sui generis, não é mesmo?
Um crime com requintes de crueldade!
Um crime bizarro!
Um crime que daqui a uma semana, ninguém comentará mais nada! Ninguém nem se lembrará disso! E que venham mais empadas, coxinhas, quibes e afins! Nada que um Estomazil não resolva, não é mesmo? Credo!

Morra de inveja, Johnny Depp!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Acidez do Dia - A antítese de Deus!

Olá, senhores e senhoras, tudo bem? Apresento-lhes o Mesmo!


O Mesmo é um cara solitário! Não conhece ninguém, não é casado, não tem filhos! Não tem namorada ou namorado (nada contra, até seria legal...)! O Mesmo só tem um ofício: colocar medo na gente! Ele sempre está à espreita, no hall dos elevadores de todo e qualquer prédio residencial e de todo e qualquer prédio comercial. O Mesmo é a antítese de Deus: não está em lugar nenhum! Ele é "antipresente"!
O Mesmo é a causa dos elevadores demorados, cheios, apinhados de gente. Você já reparou que em edifícios comerciais, ninguém sobe sozinho no elevador? Sabe por quê? Porque todos temos medo do Mesmo! A pessoa chega no hall dos elevadores e se depara com esta placa:

É, amigo... que medo, hein? 
E cadê o Mesmo? Ele não está lá! Nunca está! Nunca estará! O Mesmo é a antítese do Popular, personagem eternizado por Luís Fernando Veríssimo! O Popular, na verdade, está no hall com seu envelope pardo, esperando pelo Mesmo para poder entrar no elevador! 
E onde estará o Mesmo? Será que ele está em alguma sala daquele andar, observando de soslaio as pessoas angustiadas, querendo, desejando sua presença para poderem entrar no elevador? Que angústia, meu Deus! 
O pior acontece nas residências, nos apartamentos! Você chega em casa, de madrugada, sozinho, sozinha; estaciona seu carro e entra na sua portaria. De repente, você olha para o aviso acima! O seu porteiro dorme na guarita! Não há ninguém no hall (será?), e você tem medo de olhar no corredor do elevador de serviço, pois o Mesmo pode estar lá! Ó, dúvida cruel: você sobe sem ver o Mesmo? Fica esperando até o Mesmo aparecer? E a bexiga apertada? Nem Deus pode te ajudar nessa hora, meu amigo, minha amiga! Nem mesmo o Mesmo! Só um conselho: antes de entrar no elevador, verifique se ele, o elevador (e não o Mesmo) encontra-se ali, parado, aberto, com o chão bem na sua frente! Porque se ele, o elevador, não estiver ali, além de não encontrar o Mesmo, você pode ter a chance de encontrar Deus, ou seja, Ele Mesmo! 
O Mesmo, na verdade, só pede uma coisa: que vocês parem de usá-lo indiscriminadamente! O Mesmo é uma entidade típica, única e exclusiva dos halls de elevadores, públicos ou privados! Ele fica possesso em ser utilizado nos textos jornalísticos, nos discursos políticos, nas redações de concursos! Se o Mesmo não está nem nos andares, como o mesmo, ou o Mesmo, pode estar em todos esses lugares? "Deixem-me em paz!", diz o Mesmo! O Mesmo não tem tempo para aparecer por aí, dando uma de gostosão! Ele quer ser trocado por qualquer outro pronome, menos o Mesmo! 
Lembre-se: o Mesmo está por aí, em qualquer lugar, menos no andar daquele elevador que você vai pegar para descer ou subir, para sair do trabalho ou chegar no seu apartamento! E se você mora em casa e trabalha em local que não possui elevador, cuidado! É justamente aí que o Mesmo não estará! E se ele é a antítese de Deus, verifique se o Mesmo (Meu Deus, o Mesmo quem? Deus ou o Mesmo?) encontra-se ali! 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Acidez do Dia - A morte e a morte do substantivo comum de dois!


Desculpem-me, mas eu estou bufando aqui! Espumando mais do que cachorro louco (ou cachorra louca... ou os dois... ou nenhum... ah, sei lá)!

Morra de inveja, Camille Paglia! Feminismo pouco é bobagem!

A cretinice humana é ilimitada, igual ao sinal da TIM! Quando eu penso que ela (ou ele) chegou ao limite do impossível, eis que surge a maior cretinice dos últimos tempos: a presidente Dilma (sim, eu vou chamá-la de presiDENTE até o fim do texto, e não tem lei que me faça mudar) sanciona uma LEI (sim, uma LEI), aprovada pelo Congresso Nacional (sim, pelo CONGRESSO), obrigando instituições de ensino a expedirem “diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido” (link aqui).
Eu, realmente, como dizem os mais jovens (ou as mais jovens... ou os dois... ou nenhum... ah, enfim!), “parei contigo, Dilma”! Você até vem fazendo um bom governo, é verdade! Melhor do que o seu antecessor L13. Mas convenhamos: gastar o seu tempo e sua massa cinzenta, que já não é lá essas coisas, com uma mesquinharia dessas, é demais!
Agora, a partir da lei, teremos “torneiras-mecânicas”, “pilotas”, “dentistos” e aberrações afins! Meu Deus, que fase, hein Dilma?
Não é preciso apenas governar: é preciso e necessário chocar! E mudar a gramática! Faltou colocar um artigo na lei: “Art. 4°A partir desta data, fica oficializada a morte do substantivo comum de dois gêneros”. Grosso modo, é isso que acontecerá. Se a lei obriga as instituições de ensino a expedirem os diplomas com a flexão correspondente, o jornalisTO e a jornalisTA terão seus diplomas de acordo com o devido gênero. E se o cara for gay (nada contra, até... ihhh, lá vem ele de novo!!!)? Olha que legal: ele pode escolher como ser chamado! Que tudo, amigããã!
O jornalisTO Celso Arnaldo Araújo escreveu em uma coluna que Dilma deve achar que essa lei é a maior realização de seu governo até agora! Ela mesma, que já chamou as criancinhas brasileiras em pronunciamento como “brasileirinhos e brasileirinhas”, e que já se adereçou aos jovens em um congresso de estudantes como “jovens homens e jovens mulheres”. Ué, como ficamos agora? Preparem-se, concurseiros e concurseiras: certamente surgirá uma autarquia especializada em criar e modificar os substantivos comuns de dois gêneros.

Essa decisão é de um machismo às avessas sem tamanho. A língua é viva, não se constrói por decretos e leis. Cria-se, principalmente, uma aversão ao feminismo enlatado do PT. Não mais se queimarão sutiãs... queimar-se-ão gramáticas e vocabulários. 
Chega, Daniel, como diz minha tia Célia! Como disse uma amiga da minha irmã, muito sabiamente, por sinal (e apenas para deixar bem claro): quero que continuem me chamando de Daniel, para evitar problemas futuros, ok? 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Antiácido da Semana - Elis Regina


Nada é tão ácido que um antiácido não melhore, não é mesmo?

Para aplacar a acidez destilada durante toda a semana, toda sexta-feira será dia do “Antiácido da Semana”, uma dica, um post sobre algo que realmente vai funcionar como um antiácido contra a verborragia leguminosa produzida por este que vos fala!
Eu queria começar este quadro homenageando alguém que realmente mudou a minha história musical e, principalmente, a do Brasil: Elis Regina Carvalho Costa (e ainda tem o meu sobrenome, a coisinha)!

A Pimentinha!
Elis morreu em 1982, há 30 anos (direto do túnel do tempo, como diria Cissa Guimarães...). Junto com ela, um jeito de cantar, de interpretar, de se entregar no palco que muito foi imitado, mas jamais igualado! A Pimentinha, como era chamada, lançou moda, lançou cantores, lançou mão de sua vida pessoal para ser a maior cantora do Brasil. Um único senão: podia ter parado no Pedro... mas a culpa é do pai, Cezar Camargo, por ter incentivado Maria Rita a cantar (lá vai o outro destilando ácido... Credo, Daniel, você não consegue, né?)... mas enfim, isso não vem ao caso!
Como Antiácido da Semana, Elis Regina, em uma de suas melhores interpretações, na minha humilde opinião: “Vida de Bailarina”, de Américo Seixas e Dorival Silva, eternizada na voz da “Sapoti” Ângela Maria. Curtam e se emocionem! E se arrepiem até o último fio de cabelo da coluna... aquele bem lá embaixo! Bom fim de semana! 


Acidez do Dia - A bota do meu tio, amigããã!

De verdade: mal sabe falar português e quer se meter a falar inglês? Hellooo!!!
Hoje, vou falar sobre dois temas! A princípio, temas que não têm relação entre si, mas têm, e muita!
Moda e língua inglesa! E língua portuguesa, por tabela!
Antes de começar, vejam isso:


O nome desse tipo de sapato é "Ankle boot". Por que? Porque ele é uma bota curta, cujo corte termina na altura do tornozelo ("ankle", em inglês).
Pois a imagem foi retirada da página da Republic Shoes (sapatos da república, em português! "Oh, não diga, Daniel!?" Digo sim, o blog é meu e eu falo o que eu quiser, cacete!!!).
Não, lá você não vai encontrar os sapatos da Dilma ou da Ideli, não mesmo (nada contra... mas você imagina a Dilma com um sapato desses?? Arrazzou, amigããã!)! Lá você vai encontrar ISSO!
Sim, lá você descobre que esse sapato é a bota do meu tio ("uncle boot"). Das duas, uma: ou meu tio é muito, muito gay (nada contra, até seria legal ter um tio gay!), ou a pessoa que fez a página da loja não sabe nada de moda, ou de inglês, ou dos dois!
Você deve estar se perguntando: "Como o Daniel sabe que o nome desse sapato é ankle boot"? Respondo: eu não sou gay (nada contra, até seria legal... peraí, não, não... foi mal!!!), apenas tenho uma namorada com muito bom gosto para moda, que sabe tudo sobre moda, que se interessa sobre moda e é professora de inglês! Portanto, TUDO que sei sobre moda devo a Carol. Até mesmo saber o nome dessa bota horrorosa (desculpa, amor, mas é ela não é legal, não!!!). E mais: já passei por uma situação, no mínimo, constrangedora, quando elogiei uma ankle boot de uma ex-colega de trabalho, em público, e todos me olharam com aquele olhar de queixo no ombro, cabeça baixa, biquinho na boca, pensando: "hummm, que gay, que viado!!!" (nada contra, até... porra, para com isso, Daniel!!!). Enfim... aprendi que não devo mais elogiar uma ankle boot em público!
O problema maior é o seguinte: nossa língua portuguesa é tão rica em vocabulário, mas ela não "combina com moda, amigããã"! Não dá para chamar essa bota de "bota do tornozelo"! Não vai ficar legal, né amigããã!? Imagina a propaganda da Polyelle, anunciada pela Nívea Stellman:
"Bota do Tornozelo Azaléia, R$ 49,99"! É, amigããã, não vai ficar bom!
Tudo bem! Quer usar o termo em inglês, tudo bem! É um direito seu, seu usurpador do português! Ótimo! Mas, antes de escrever, PESQUISA A PORRA DO TERMO EM INGLÊS, AMIGÃÃÃ! O site é um site ESPECIALIZADO EM SAPATOS! "Que belêêêêza", diria Milton Leite!
O problema todo não é o conceito, não é a afetação intrínseca (nada contra, já disse, porra!), e sim o mal uso do inglês em detrimento de usar um termo diferente, novo, original em português! O problema todo é que esses pseudo-fashionistas, mulheres, homens, gays, lésbicas e afins, posam de inteligentes se usam um termo em inglês!!! Amigããã, não rola! Quer usar um termo em inglês? Pesquise antes, amigããã! Ou coloque o nome da bota de "Bota do meu tio"!!! Olha como ia ficar fofo, amigããã!!!






quinta-feira, 12 de abril de 2012

Acidez do Dia - Dom de ser perseguida!


De verdade: quem se lembra de um bom trabalho da Luana Piovani como atriz, sem que ela não tenha mostrado o corpo?
Luana começou seu “trabalho” como atriz na série “Sex Appeal”, de 1993, e de lá para cá, foi “emplacando” trabalho atrás de trabalho no teatro, no cinema e na televisão. Conforme os trabalhos foram aparecendo, seu verdadeiro “talento” foi surgindo: o de se achar a verdadeira diva, o de ser verdadeiramente chata, insuportável, pseudo-autêntica.
Tenho cá minhas dúvidas: se o Twitter não existisse, acho que Luana já teria inventado uma nova rede social, só para ela (afinal, ela é o máximo, não é?)! E seria mais chata ainda!
A quantidade de polêmicas é diretamente proporcional à quantidade de namorados que ela já teve: só no Wikipédia, são listados dez – link aqui – fora o atual marido, Pedro Scooby (“ei, Salsichaaa!!!). Tadinho do filho Dom! Olha os pais que ele tem! Misericórdia! 
P.S. Pelo amor de Deus, quem coloca um nome desses no filho? Só Marisa Monte e seu Mano Wladimir superam a aberração!
Mas o ponto principal a ser discutido aqui não são os namoros, o nome do filho ou o talento artístico de Luana, e sim a sua chatice, a sua eterna “incompreensão” dos outros para com ela. Ou, como ela mesma diz, o “preço que pago por ser autêntica... eu sou muito perseguida”!
Ela já posou  nua  quatro vezes para a Trip (só não mostrou a “perseguida”). E diz que nem por um milhão de dólares, mostra a “perseguida”! Minha querida, algumas informações:
1 – pela quantidade de namorados que você já teve, sua “perseguida” já é pública! E garanto que eles pagaram muito menos para vê-la!
2 – ninguém quer ver ou ter sua “perseguida”, meu amor! Haja tratamento ginecológico, viu?
Ela se acha uma verdadeira formadora de opinião!
1 – formador de opinião tem repercussão por aquilo que verdadeiramente importa para a sociedade em geral. Falar de alguém que posou na G Magazine e é gay, por exemplo, não gera e não tem relevância social. É só uma polêmica vazia – link aqui!
2 – ninguém pode sequer te contrariar, porque você já fica toda ofendida! Quem bate, tem de saber receber porrada também! Não pode ficar “dodói”, como diz minha namorada! Na verdade, nem sei quem é pior: ela ou os outros que se importam com a opinião dessa, como diz um deles, “vaca”!
3 - quer se irritar mais com tamanha babaquice? Clique aqui e veja as polêmicas de banheiro público de Luana!
A verdade é: Luana não nos faz falta como artista, em qualquer área. Luana é daquelas pessoas descartáveis, de polêmica vazia, inútil, que só polemiza para aparecer! Seu talento é altamente relacionado à exposição de seu corpo. E agora, depois de grávida? Vai ser a mesma coisa?
Enquanto pessoa pública, Luana deveria se preocupar em usar seu suposto “poder de indignação” para fazer coisas voltadas ao bem da sociedade. Alguém se lembra de algo que ela fez para o bem geral? Boa ações de Luana Piovani são iguais à sua  perseguida: só pouquíssima e seleta gente viu! E olhe lá! Capaz de ela transar de luz apagada, só para não verem sua... ah, deixa pra lá! Ela vai achar que está sendo perseguida

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Acidez do dia - O Teatro Mágico

De verdade: alguém gosta mesmo dessa banda? 
Adoro uma frase atribuída ao Paulo Francis, quando perguntado se já tinha lido, à época, o novo livro do Paulo Coelho: "Não li e não gostei"!
Não sou tão radical, apesar de que sou favorável a que qualquer pessoa emita qualquer opinião, mesmo se não leu, não ouviu, não viu nada! O importante é falar! 
Para não ser um Paulo Francis (e nem tenho pretensão de sê-lo, quisera eu), fui na página d'O Teatro Mágico no Facebook e baixei o novo disco deles, "A Sociedade do Espetáculo". Já tinha uma pré-opinião formada a respeito dessa banda, mais um cabide de emprego do que qualquer outra coisa. Para mim, uma banda que tem mais do que cinco membros vira repartição pública: tem um chefe, uma secretária e um monte de orelha-seca que só faz número e não produz nada! Móveis Coloniais de Acajú que o diga (outra porcaria, mas essa banda será tema de uma acidez futura)!
Voltando a'O Teatro Mágico, essa banda dá azia até em um caminhão cheio de Sonrisal, como diria minha cunhada! Antes de mais nada: os músicos são ótimos! Pela execução das músicas, vê-se muita qualidade nos instrumentistas. O problema reside essencialmente nas músicas: são horrorosas. Esqueceram de avisar aos compositores (Daniel Santiago, Fernando Anitelli e Gustavo Anitelli, na maioria das faixas) que o jeito "Humberto Gessinger" de escrever letras já está ultrapassado, amigos! Coisas do tipo "Amanhecerá/de novo em nós/Amanhã... será?", na faixa "Amanhã...será?", pelo amor, né amigos? Poesia barata de ensino médio! Nas minhas aulas de redação, isso mereceria um zero e uma ida à coordenação! Entenderam o trocaralho do cadilho, hein, hein? Boa, garoto! Nenhuma faixa escapa desse artifício de composição barato! A faixa "Da entrega", então... misericórdia! Uma mistura de Jorge Vercilo com pitadas de Dave Matthews com preguiça de compor e um andamento que você não consegue acompanhar nem bater o pé! Empolgante! Queria que essa música fosse a música do meu primeiro exame de próstata! 
Mas o pior não são as músicas! O pior é o show deles - que tem essas músicas sendo tocadas ao vivo, POR ELES TODOS PINTADOS, igual palhaços, "clowns"! Ah, fala sério! Haja Estomazil! Assisti a um show deles em São Paulo, em 2007, para nunca mais! Se você parar num sinal de trânsito aqui em Brasília, daqueles em que os malabares fazem suas apresentações em troca de uns trocados, você terá uma noção do que é o show d'O Teatro Mágico! Só faltarão as músicas insuportáveis! É tão empolgante quanto uma mousse de chuchu! Eles precisam tanto das pinturas porque se tocarem sem elas, o povo foge! É uma espécie de Kiss da música brasileira: tira a tinta, acaba a banda! Virarão um cover deles mesmos! Eles são pretensiosos, pseudo-inovadores no som e na apresentação, mas o que eles fazem não é nada de novo, muito pelo contrário: Secos e Molhados já faziam isso, COM MUITO MAIS QUALIDADE, há 40 anos! E SÓ COM TRÊS INTEGRANTES! E com Ney Matogrosso cantando. Haja feijão com arroz, Fernando Anitelli! 
Confira o que eu estou falando: eles vão tocar na Calourada do dia 28 de abril, aqui em Brasília. Mas vá por sua conta e risco! Show deles é sinônimo de encontrar playboyzinhos e patricinhas pseudo-amebas-intelectuais-formadores de opinião que preferem em ouvir isso a buscar poesia e música de qualidade! Os corredores da UnB estão lotados desse tipo de gente! Verdadeiros viúvos e viúvas de Marcelo "Bleargh" Camelo e cia. (aguarde sua vez, Los Hermanos)! Nem com um caminhão de Sonrisal, eu aguento uma porcaria dessas! 

A causa, motivo, razão ou circunstância desse blog!

Pessoas,
há tempos venho querendo construir um espaço para críticas. Ouço muita porcaria e muita coisa boa na música. Vejo muitas aberrações e muitas maravilhas no cinema. Leio muita porcaria e muitas obras-primas na literatura. Não tenho mil discos em casa, não tenho mil filmes em casa, não tenho mil livros em casa! Nem perto disso! Mas isso não me impede de criticar o que é ruim e de elogiar o que é bom! 
O que me motivou, mesmo, a abrir este espaço foi a possibilidade de me expressar diariamente sobre temas que me são afeitos, temas de que gosto muito. E a porrada vai comer solta, doa a quem doer, eu incluso! E, sim, eu levo para o lado pessoal certamente! Afinal, criticar tem a ver com gosto! 
Critico porque não gosto! 
Elogio porque adoro! 

Sejam bem-vindos!

Sejam bem-vindos ao Limão com Jiló! Sirvam-se à vontade! Com bastante gelo, porque as pancadas vão doer! 

O espaço aqui é para criticar, elogiar, falar bem, falar mal, descer o malho, enfim, em tudo o que eu acho ruim, bom, péssimo, maravilhoso, horroroso na música, na literatura e no cinema!

Um abraço!

Daniel